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Prospecção B2B para consultorias: como vender serviço sem depender de indicação

Prospecção B2B para consultorias e serviços profissionais: por que a indicação trava o crescimento, o custo do sócio que vende e entrega ao mesmo tempo, como se vende um intangível e como definir o perfil de cliente ideal quando o serviço parece servir para todo mundo.

Por Andrei MagagnaPublicado em 5 set 20269 min de leitura

Prospecção B2B para consultorias tem uma dificuldade que quem vende software não enfrenta: o produto não existe antes do contrato. Não há demonstração nem teste gratuito. O cliente compra a expectativa de que aquelas pessoas, aplicadas ao problema dele, vão produzir um resultado que ele ainda não viu.

Isso muda o canal de vendas inteiro. O que funciona para vender licença não funciona para vender diagnóstico organizacional, reestruturação financeira ou implantação de processo. E o modelo padrão do segmento, esperar a indicação chegar, funciona bem até o dia em que para de funcionar.

O que muda quando o produto é a capacidade de quem vende

Numa venda de produto, o comprador avalia o que já existe. Em serviço profissional, ele avalia um risco: contratar errado custa o honorário, meses de projeto e a credibilidade de quem aprovou. Quatro consequências práticas:

A dependência de indicação, e por que ela trava o crescimento

Quase toda consultoria começa por indicação, e está certo: é o canal mais barato e com maior taxa de fechamento que existe. O problema não é a indicação, é ela ser o único canal. Três limitações aparecem sempre, na mesma ordem:

1. Não escala. Indicação é função do tamanho da rede dos sócios, e rede cresce devagar. Dobrar o faturamento por indicação exige dobrar a rede, o que leva anos.

2. Não é previsível. Você não controla quando alguém vai lembrar de você numa conversa. O funil oscila sem que nenhuma decisão sua explique a oscilação, e planejar contratação com essa base é apostar.

3. A rede se esgota. É o ponto mais duro, e o que costuma pegar consultorias já maduras. A rede de uma carreira inteira é finita: em algum momento todo mundo que podia indicar já indicou, e sobra reindicação em ritmo decrescente. O funil seca devagar, e demora a ser diagnosticado.

Há uma quarta, menos citada: indicação entrega o cliente que a sua rede conhece, não o que você quer. Se a rede vem de um setor e você decidiu atacar outro, ela trabalha contra a estratégia. Canal ativo escolhe o interlocutor; canal passivo aceita quem aparece.

O sócio que vende e entrega ao mesmo tempo

Este é o problema estrutural do segmento, e o mais caro.

Na maioria das consultorias pequenas e médias, quem vende é quem entrega: o mesmo sócio conduz a reunião, escreve a proposta e toca o projeto. Com o mês tranquilo, ele prospecta; quando o projeto aperta, a prospecção para. O ciclo se repete:

MêsEntregaProspecçãoEfeito 60 a 90 dias depois
Projeto em picoConsome o dia todoZeroFunil vazio
Projeto entregueLibera agendaRetomada em pânicoNada maduro para fechar
Vale de faturamentoOciosidadeVolume altoPipeline volta, tarde

O detalhe cruel é o atraso. A conversa iniciada hoje vira projeto em um ou dois trimestres, então o mês em que o sócio para de prospectar, porque está entregando, é o mês que constrói o faturamento seguinte. A parada não dói agora, dói depois, e por isso se repete.

Há três saídas: alguém dedicado à abertura, um sócio comercial, ou tirar a rotina de abertura de dentro da casa. As três compram a mesma coisa, ritmo constante independente da carga de entrega, e mudam só o custo fixo. O escopo de cada uma está em SDR terceirizado.

Vender intangível: a autoridade do sócio é o ativo

Sem produto para mostrar, o que substitui a demonstração é evidência de competência. Ela tem três formas, em ordem de força:

  1. Histórico verificável. Onde você trabalhou, que problema resolveu, em que setor. Sem quebrar confidencialidade: descrever a situação e a natureza do trabalho já é evidência.
  2. Opinião com risco. Uma posição clara sobre como resolver o problema, incluindo o que você não faria. Consultor que concorda com tudo não parece experiente, parece disponível.
  3. Vocabulário específico. Falar do problema com as palavras de quem convive com ele separa, em duas linhas, quem conhece o setor de quem leu sobre ele.

Nada disso é folheto institucional, e é por isso que a prospecção de consultoria funciona melhor saindo do perfil de uma pessoa do que da conta da empresa.

Por que o perfil pessoal do sócio importa mais que a página da empresa

Em serviços profissionais essa hierarquia é a mais forte de todos os segmentos, por um motivo simples: o cliente vai contratar aquela pessoa. A página descreve a firma; o perfil do sócio mostra quem senta na reunião. Na prática:

O que precisa estar pronto antes do primeiro convite está em perfil de LinkedIn para prospecção B2B. É trabalho de uma tarde, e é pré-requisito, não otimização.

Como definir o ICP quando o serviço parece servir para todo mundo

"Nosso trabalho serve para qualquer empresa" é quase sempre verdade em consultoria, e é a frase que mais atrapalha a prospecção: servir a todos é não ter mensagem para ninguém.

O corte que funciona aqui não é por setor, é por momento e sintoma. A pergunta certa não é "que empresa pode contratar isso", é "que empresa está vivendo agora a situação que me faz ser chamado". Quatro passos:

  1. Liste os últimos dez projetos e escreva, para cada um, o que estava acontecendo na empresa quando chamaram você. Não o setor: o evento. Fusão, troca de diretoria, meta não batida, auditoria, crescimento rápido, sucessão familiar.
  2. Procure o padrão. Normalmente três ou quatro eventos explicam a maioria dos projetos.
  3. Traduza o evento em sinal observável. Quase todo evento deixa rastro: porte, setor, crescimento de quadro, cargo recém-nomeado.
  4. Escreva a lista de exclusão. Ela costuma valer mais que a de inclusão: porte abaixo do qual o honorário não cabe, setor sem repertório seu, empresa cujo decisor não é acessível.

O critério vira filtro operacional (cargo, segmento, porte, região, exclusões), e é ele que separa lista grande de lista útil. O método está em ICP para prospecção no LinkedIn.

O que uma operação terceirizada faz, e o que não faz, numa consultoria

Terceirizar prospecção em serviços profissionais funciona, com uma fronteira nítida, que vale ter clara antes de contratar.

Faz:

Não faz:

Na Futuree Growth, o que se contrata é volume de prospects abordados por mês (300 no Starter a R$ 1.000, 800 no Growth a R$ 1.500 e 1.000 no Scale a R$ 2.500), com a operação levando a conversa até o agendamento. O tratamento das respostas e o agendamento pelo nosso lado entram do Growth em diante; no Starter, quem responde é a própria consultoria. Número de reunião não é prometido, porque depende da sua oferta e do aceite de quem recebe. Consultoria é um dos segmentos em que a operação já roda: a Ativa Consultoria tem o nome publicado entre os casos, com posicionamento do CEO, descoberta de decisores e abordagem lida por uma pessoa antes de cada envio.

O funcionamento por dentro está em terceirização de prospecção B2B no LinkedIn, o escopo por faixa nos planos, e o seu caso a gente discute pelo contato.

Perguntas frequentes

Como conseguir clientes de consultoria B2B sem depender de indicação?

Montando um canal ativo que roda independente da rede: definir o cliente por momento e sintoma, construir a base de decisores desse perfil, abordar um a um pelo perfil do sócio e insistir com quem não respondeu. A indicação segue sendo o canal de melhor conversão, e deixa de ser o único.

Prospecção ativa funciona para vender serviços profissionais?

Funciona, com desenho diferente do usado para produto: a abordagem sai de um perfil pessoal com histórico coerente, começa pelo problema em vez da metodologia e assume um ciclo longo, com mais de um decisor. Quem espera fechamento no mesmo mês abandona o canal antes de ele maturar.

Qual o maior erro de consultoria na prospecção?

Parar quando a entrega aperta. Como a conversa iniciada hoje só vira projeto um ou dois trimestres depois, o mês em que a prospecção para é o que constrói o faturamento seguinte, e o vale aparece quando ninguém liga mais a causa ao efeito. O segundo maior erro é abordar todo mundo, por achar que o serviço serve para qualquer empresa.

O perfil do sócio importa mais que o site da consultoria?

Para prospecção ativa, sim. O cliente contrata as pessoas que vão executar, e o perfil pessoal é onde ele verifica histórico e opinião antes de responder. O site da firma segue importando para quem chega por busca, mas quem recebe um convite olha o perfil de quem enviou.

Dá para terceirizar a prospecção de uma consultoria pequena?

Dá, e costuma ser o caminho mais barato antes de existir time comercial. Sai de casa a rotina de abertura (base, abordagem, tratamento de resposta, follow-up e agendamento); fica a reunião, a proposta e o honorário. Quem promete conduzir a venda de um serviço profissional está prometendo o que não entrega.

Próximo passo

Quer a prospecção rodando por fora da sua agenda?

A Futuree Growth faz terceirização de prospecção B2B no LinkedIn: nós construímos a base, abordamos os decisores um a um e agendamos as reuniões. Uma conversa de 30 minutos resolve se faz sentido: a gente olha o seu ICP, estima o estoque de contatos abordáveis e diz se encaixa. Se não encaixar, a gente fala isso também. As dúvidas mais comuns, de preço a risco no perfil, estão nas perguntas frequentes.

Andrei Magagna
Andrei Magagna

Fundador e CEO da Futuree Growth. Founder técnico: a plataforma de prospecção é própria, do motor de descoberta ao CRM, e roda a operação de terceirização de prospecção B2B no LinkedIn para empresas, times de vendas e agências em white label. LinkedIn

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